"Comentário Mensal"

O COMENTÁRIO MENSAL ocupa espaço dedicado à cultura em geral e a temas diversos, informativos e inusuais, os quais podem ser não só  objeto de reflexão, mas  de interesse em certames que avaliam produções textuais  

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 INTRODUÇÃO SEMESTRAL 2019

  Neste segundo semestre de 2019, indubitavelmente, aguardamos o desfecho de questões mal resolvidas, assim como  novos problemas, além da continuidade de tantas outras discussões importantes que ainda não foram problematizadas, tudo com  ingredientes que causam maior ou menor impacto, a depender de quesitos específicos, inclusive inesperados; destarte, o certo é que tais possibilidades demandarão, no mínimo, muitos ou, talvez, repetidos esforços, alguma criatividade e tempo para uma possível resolução, pois é fato que a humanidade nem sempre tem evoluído - o que seria desejável - e o mundo não é um lugar pacífico - o que seria um milagre.

  Então, num breve  exercício de futurologia, arriscamos enumerar fatos e pessoas que provavelmente permearão nossas vidas no decorrer deste ano ...

  Assim, no mundo e no País, certamente haverá o desenrolar de situações cujos desdobramentos serão significativos e surpreendentes: globalmente, aguardaremos os resultados do Brexit (versus União Europeia, com os devidos reflexos nas Irlandas) e a invulgar movimentação da realeza britânica, assistiremos com pesar o desalento de imigrantes e refugiados (na fronteira dos Estados Unidos da América, em boa parte do continente europeu, nas Américas Central e do Sul - venezuelanos), confirmaremos o poder nuclear e da indústria armamentista e ocorrerão mais ataques sangrentos (guerras, terrorismo, crimes de ódio), não nos surpreenderemos com os terríveis resultados da crise climática,  estaremos atentos aos sinais de recessão econômica (desaceleração), assim como aos avanços da Medicina e às manifestações de epidemias e surtos, torceremos por conquistas desportivas, acompanharemos com preocupação protestos, greves e posicionamentos políticos esdrúxulos ou radicais, questionaremos com perplexidade e incomôda frequência a tecnologia, indagaremos algumas questões religiosas e, aproveitando-se da deixa, sabe Deus o que mais... 

  Aqui entre nós, também não sabemos o que irá acontecer (e que tal seria se fosse o contrário), mas seja lá o que for, sempre é preciso prestar muita atenção; aliás, diante dos indícios, é razoável inquirir o seguinte: qual o destino da Lava Jato (com ou sem hífen), do pacote Anticrime, da situação prisional brasileira, das Reformas da Previdência e Tributária (imprescindíveis ao País), das vilipendiadas áreas da saúde, da segurança pública e da educação? O que esperar das ações e reações no Congresso Nacional, Judiciário e Executivo? E a Amazônia, o desemprego, as questões urgentes que estão pautadas no Supremo Tribunal Federal? É fato, a enumeração dos problemas supracitados é menor do que a contida no parágrafo anterior, conquanto sua dimensão seja respeitável, haja vista que o Brasil é um país continental. Então, replicando  Roberto Carlos, são muitas emoções...  

  Por outro lado, é correto indicar possíveis nomes que participarão com destaque deste futuro tão próximo, certamente num cenário de extremos, em que a persuasão e a força atuarão como referências indissociáveis. Neste sentido, surgem as algumas apostas: Putin, Trump, Bolsonaro, Macron, Macri, Lula, Boris Johnson, Dias Toffoli, Meghan Markle, Kim Jong-un, Papa Francisco, Paulo Guedes, Moro, Zuckerberg, Xi Jinping, Rodrigo Maia, Benjamin Netanyahu, Moro, Greta Thumberg.

  Nossa sugestão é a seguinte: faça acréscimos no rol acima como bem lhe aprouver, exercite sua atualização a respeito destas figuras que são notícia. Aliás, considere que por mais incerto que seja o porvir, existem personagens e acontecimentos que ultrapassam os parâmetros estabelecidos quanto ao calendário Gregoriano.

 

“ Inter (pensando) a informação!”

 

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MÊS 11 DE 2019

  Já fez o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM)? Em qual condição: vestibulando, “treineiro” ou professor? Pois bem! Independente de resultados (se você foi bem, merece parabéns e se não foi, sabe que há necessidade de muita dedicação ou de menos ansiedade...) em 2018 tornou-se óbvio e questionável o aspecto aparelhamento ideológico presente em seu conteúdo; ter ou simpatizar com uma ideologia (direito de qualquer cidadão) é normal, trata-se de reflexo do livre pensar do ser humano, fato que, por sua vez, exige que se tenha um mínimo conhecimento sobre a “causa” abraçada ou defendida, como você preferir... Destarte, a pergunta que não pode “calar” é a seguinte: o quanto de Ideologia (sim, com a letra “i” maiúscula) vai determinar o seu futuro aprendizado acadêmico, hoje ou mais tardeacolá? Num certame destes, é certo, não se faz necessário este tipo de “saber”, torna-se despicienda qualquer prévia determinação política, de gênero e assim por diante. Então, caso decida ser professor ou cientista, o que realmente fará a diferença numa prova classificatória (isto, partindo do pressuposto que você deseja ser um profissional reconhecido, valorizado), é o conhecimento obtido, aprendido ou apreendido nesta fase da educação formal, qual seja, a universitária ou acadêmica, como preferir. Eu, por exemplo, não sabia que o “pajubá” era um dialeto secreto, com matrizes africanas; na atual conjuntura, ou, melhor dizendo, agora que sei um mínimo sobre tal palavra e dentro de um determinado contexto (uma pós-graduação, que seja), confesso que me seduziria a ideia de desenvolver um trabalho lingüístico a respeito, abordando questões culturais e de gênero relacionadas ao vocábulo... Todavia, é fato que ignorar a existência do iorubá até então, foi algo que não me impediu de seguir adiante profissionalmente e tampouco interferiu no meu desenvolvimento como pessoa; então, ouso opinar, quase filosofar o seguinte: quem me dera saber sobre outras tantas coisas (mais, menos ou tão significativas quanto, seja hoje ou amanhã, tanto faz), uma vez que tenho ciência de que a vida é um eterno aprendizado (não é clichê). Aliás, espero que isto ocorra com você, que esta percepção aqui apontada, aconteça em outro ou qualquer momento de sua existência, certo? Por ora, minha única observação concerne à desnecessidade de se “trabalhar” com este tipo de ideação num concurso com o propósito do ENEM, o qual precisa medir outros conhecimentos considerados básicos em nosso cotidiano...

  E o tema da redação? Agradando ou não, foi atualíssimo, nada que fosse totalmente desconhecido da maioria dos participantes do ENEM. O que se exigia em termos de composição textual era ser criativo, fazer uso da interdisciplinaridade e do português culto (sem ser necessariamente verborrágico), seguir as incontáveis orientações de estilo sobre a elaboração de um texto, estar atualizado no que respeita a notícias! A propósto, em tal caso o quesito atenção foi primordial no que tange a não tecer ideias redacionais embasadas apenas em notícias falsas, ou seja, não redigir somente sobre fake news (elemento exemplificativo e não central na contextura apresentada)! Outro ponto importante, mas complicado se houve falta de atenção: a formulação da proposta de intervenção do problema, item dependente da prática dual, elencar e sistematizar ideias; para realizar com êxito esta etapa redacional, houve outra exigência elementar: destacar e pensar em palavras-chaves, a exemplo de: manipulação (interesses, mecanismo utilizados, conseqüências), liberdade de expressão e uso de algoritmos e filtros/ bolhas virtuais, perfis de usuários e suas escolhas, papel desempenhado pelas redes sociais (fontes propagadoras na formação de ideias) para então desenvolver a contento tal fase crucial do texto dissertativo-argumentativo. Assim, a partir da efetuação de dito exercício preliminar, no desenvolvimento redacional poder-se-ia escrever sobre: 1) a China e a Rússia que permitem o tipo de atuação em foco; 2) os escândalos causados pelas revelações de Edward Snowden e pelo criador do WikiLeaks, Julian Assange; 3) a previsão feita pelo escritor George Orwel (pseudônimo); 4) as graves, repetidas e recentes falhas cometidas pelo Facebook de Zuckerberg, que repercutem no Congresso estadunidense e, agora, são passíveis de cobrança (US$ 5 bilhões). Já na conclusão, provavelmente poderiam ser evidenciadas as seguintes proposições: a) a questionável conduta de grandes grupos empresariais; b) uma possível ação governamental (no Brasil, por intermédio do Ministério Público, do Poder Legislativo e de Ministérios afins) não só para regulamentar determinadas atividades (a exemplo do Marco Civil da Internet e da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, que não contemplam tais infrações), mas para educar os usuários quanto ao funcionamento e à utilização de referidos programas. Por derradeiro, em termos de analogia e considerando-se o fato da temática ser contemporânea, assinale-se a possibilidade de vincular à coletânea utilizada os escritos do filósofo iluminista francês Voltaire (que versam sobre a isegoria) e da filósofa política alemã de origem judaica Hannah Arendt (que tratam da banalidade do mal).

 

 "Inter (pensando) a informação"

 

In“ Inter(pensaInndo) a informação!”