"Drops" da Semana

O EDITORIAL DA SEMANA  está direcionado aos seguintes  temas:  idiomáticos, leitura, interpretação,  técnica  redacional e oratória 

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SETEMBRO DE 2019 - SEMANA 01

  O português é considerado idioma oficial em vários estados soberanos e territórios; além do Brasil e de Portugal, adotaram-no Macau, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Timor Leste, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe.

  Em países próximos a nós (fronteiriços), a exemplo do Uruguai e do Paraguai, é possível ouvir o português (ou o "portunhol") com frequência.

  Ainda, consigne-se, o português falado no Brasil é diferente do falado na Europa, tanto no vocabulário quanto na gramática, uma distinção que pode ser comparada às diferenças que existem entre o inglês americano e o britânico; todavia, é importante assinalar que o português brasileiro e o europeu são inteligíveis entre si.

  Outros pontos interessantes sobre a temática: o português e o castelhano compõem a “língua de trabalho” utilizada no Mercado Comum do Sul (MERCOSUL); já o inglês e o castelhano superam a língua portuguesa, a quinta mais falada no mundo, e; Goa, situada na Índia, utiliza o português de forma não oficial.

  Assim, eis que a língua portuguesa tem prestígio e tem falantes em várias partes do globo; logo, uma sugestão: trate de aprendê-la bem!

 

“Escrita, interpretação e informação de qualidade!”

 

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SETEMBRO DE 2019 - SEMANA 02

  A magia das palavras se faz presente na escrita, na fala, na leitura; o encanto vocabular surge em qualquer outro idioma, num dialeto, em prosa, em verso. As palavras têm força, têm poder, são dinâmicas e como tal funcionam e muito bem, por exemplo, em acrósticos (seja para ativar a criatividade ou como um mero recurso técnico de memorização).

  Vocábulos, não raras vezes, são difíceis de entender, de traduzir, de escrever e todos sabem da existência daqueles que apresentam embaraços quanto à pronúncia. E o que dizer de termos que existem em dois idiomas (português e espanhol - terciopelo) mas tem seu significado ignorado?   Também é complicado lidar com palavras que atendem à linguagem específica de profissões, bem assim com o patamar de diversidade presente no vocabulário de falantes.

  São tantas as palavras e seus significados... Há também os neologismos, as gírias e vamos mais longe: a palavra saudade existe apenas em português? Você já fez palavras cruzadas ou brincou com caça palavras (com ou sem hífen)?

  Então, eis aqui uma proposta: pense, leia e escreva sempre; aprenda a manusear, use com atenção e consulte frequentemente o dicionário em busca das palavras certas ou de certas palavras!

 

“Escrita, interpretação e informação de qualidade!”

 

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SETEMBRO DE 2019 - SEMANA 03

  O discurso é importante porque traduz um conjunto de ideias, exprime visão de mundo, integra a comunicação, normalmente exige escrita e treino, pode ser improvisado e está relacionado à oratória; logo, também influencia leitor ou ouvinte, expõe de forma metódica ou não determinado assunto. Neste sentido, caso haja algum interesse em estudar o discurso propriamente dito, não se deve olvidar Michel Foucault (excepcional filósofo da contemporaneidade versado na questão).

  Então, eis que lamentavelmente, poucos dias após sua posse, a Ministra que responde pelas Pastas da Mulher, Família e Direitos Humanos, a advogada Damares Alves, proferiu palavras em que as cores assumiram um tom mais "escuro", as mesmas cores que têm significado protetivo para os signos, que designam meses em que se cuidam das campanhas de mobilização contra a proliferação de doenças (outubro rosa, abril ou novembro azuis, por exemplo), enfim, que enfeitam ou, de certa forma, direcionam a nossa vida. E mais: curiosa e coincidentemente, até na mobília do Palácio da Alvorada (cadeiras vermelhas foram substituídas por azuis) houve uma significativa modificação! A Ministra em foco, na sua fala equivocada, atribuiu o uso das cores rosa e azul a meninas e meninos, respectivamente, isto, como se tal indicação fosse uma espécie de marca registrada daqui por diante ou para todo o sempre, a exemplo do que era feito outrora no tocante à distinção de sexos. Triste manifestação, tremendo palavrório, perigosa ideação a respeito de uma "nova era"! É complicado perceber que o uso de certas cores (ou palavras) não deveria ser interpretado de forma tão simplista, suscestível de remeter qualquer desavisado ou ignorante a impressões errôneas. E pensar que em referida situação tudo se resumiu a escolha de cores... Discurso é sinônimo de impessoalidade, de decoro, do apolítico. E ter certeza sobre a força e o poder das palavras ou a respeito da importância do discurso propriamente dito, seja ele qual for! É preciso ter cuidado quanto ao uso das palavras!

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SETEMBRO DE 2019 - SEMANA 04

  A comunicação é versátil e entre nós acontece também em Libras (Língua Brasileira de Sinais). No Brasil, na posse do atual Presidente da República ocorrida em primeiro de janeiro deste ano, o discurso proferido pela mulher de Jair Bolsonaro colocou em evidência uma determinada comunidade, a qual é usuária das  Libras.

  Os deficientes auditivos e surdos brasileiros, bem como aqueles que compõem o meio social em que eles vivem encontram nas Libras (sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos) uma forma de comunicação e expressão legalmente reconhecida, haja vista o contido na Lei nº 10.436, datada de 24 de abril de 2002. Ainda,  também é indubitável que diante de uma série de fatores relacionados ao aludido sistema (desenvolvido ao longo de vários anos e embasado na língua gestual francesa e, devido a isto, assemelhado às sistemáticas utilizadas na Europa e nos Estados Unidos da América, exceto em Portugal), houve uma sucessiva regulamentação quanto às questões de disciplina curricular, de uso nos serviços públicos e de profissionalização (tradutores e intérpretes). Além disso, as áreas de cultura, saúde, administração pública federal e empresas concessionárias de serviços públicos buscam adaptar-se às imposições legais já fixadas (há escassez de funcionários ou empregados devidamente capacitados que as conheçam bem - sinais e gramática, bem assim configurações de mão, movimentos e pontos de articulação, itens somados às expressões faciais e corporais) e disponibilizadas aos cerca de 10 milhões de nacionais que compõem dita classe.

  É louvável que haja maior percepção deste problema que acomete parcela significativa de nossa população; então, que aconteçam reiteradas tentativas de efetiva resolução de numerosos e possíveis entraves a ele relacionados, que Michelle Bolsonaro seja a principal porta-voz desta categoria no difícil processo de inclusão.

 

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OUTUBRO DE 2019 - SEMANA 01

  Eu gosto muito de ler; aprendi a cultivar tal hábito ainda cedo. A influência aconteceu simultaneamente em casa e na escola, local onde eram constantes as visitas à biblioteca. Entrementes, na atualidade, a leitura parece estar mais atrelada ao computador do que a revistas, jornais ou livros, afinal e a título de justificativa, os tempos são outros (clichê de constatação, risos); aliás, quando muito, o que se ouve neste sentido e uma vez ou outra para dar ânimo à garotada faz referência à roda de leitura... Ainda, para piorar e não para aprimorar o gosto pelos livros e congêneres, o português não é fácil, guarda em seu aprendizado desafios! Há muita gramática para aprender, pouca gente verdadeiramente habilitada para ensinar e todo o nosso entorno funciona de modo a desestimular qualquer provável futuro leitor. No rol dos problemas, também é preciso pontuar o preço dos livros e a fase apocalíptica deste mercado, que atinge editoras e livrarias conceituadas no País; pior do que estes tristes registros, a dificuldade de se doar livros, as sempre insuficientes verbas governamentais destinadas a bibliotecas e assim por diante. Para atenuar tais complicações, consignem-se as iniciativas isoladas e criativas que possibilitam a leitura àqueles que transitam em metrôs, em pontos de ônibus, as denominadas bibliotecas de rua (atuantes tanto aqui quanto em Nova Iorque), bem como como as biciclotecas ou os portos de leitura (Praia Grande, São Paulo).

  Assim, é impossível deixar de mencionar a importância da exposição sensorial "A Bibilioteca à Noite", a qual aconteceu em São Paulo neste ano e cujo relevante papel  foi o de induzir seus visitantes a transitar entre a mítica biblioteca de Alexandria e os cenários do escritor francês Julio Verne (autor das "Vinte Mil Léguas Submarinas", "Viagem ao Centro da Terra" e da obra "A Volta ao Mundo em 80 Dias"). Aliás, é fato que tal roteiro de visitas contemplou o público interessado de forma gratuita e incluiu dez bibiliotecas famosas, tanto reais quanto imaginárias. E aí sim, foi assinalado um novo cruzamento entre o antigo e o moderno, na medida em que a visitação de aproximadamente cinquenta minutos buscou concretizar a experiência imersiva com o uso obrigatório de óculos de realidade virtual. Esta foi uma brilhante, linda iniciativa, haja vista seu incentivo não só à decifração, interpretação e enunciação (em voz alta) da escrita, mas ao aumento de frequência em bibliotecas (local para guarda, conservação e organização - catalogação e arquivamento  - de livros, para estudo, leitura e consulta de obras).

 

“Escrita, interpretação e informação de qualidade!”